Cirurgia PlásticaCirurgia transexDr Pablo HuberSem categoriatransgênia e a medicina

Por muito tempo, a questão transgênero foi considerada pela medicina geral como uma doença, um tipo de transtorno de identidade sexual que poderia afetar tanto homens quanto mulheres. Somente em 2018, após 28 anos dessa classificação, é que a Organização Mundial da Saúde a modificou ao realizar uma nova edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).

Na atualização, conhecida como CID-11, a transexualidade passa a integrar um novo capítulo: “Condições Relacionadas à Saúde Sexual”. Nele, a transgenia é classificada como “incongruência de gênero”, definição bem diferente da edição anterior, que classificava os homens e mulheres trans como portadores de um “transtorno de identidade de gênero”.

O que é considerado incongruência de gênero?

Conforme a nova nomenclatura, a incongruência de gênero se caracterizaria como uma “incongruência acentuada e persistente entre o gênero experimentado pelo indivíduo e àquele atribuído em seu nascimento. Mero comportamento variante e preferências pessoais não são uma base para o diagnóstico”.

Importante ressaltar que o mesmo capítulo também fala a respeito do “diagnóstico” da transexualidade em crianças adolescentes. O documento frisa que este só deve ser feito após a puberdade, momento em que os hormônios sexuais começam a agir mais fortemente no organismo.

Por que transexualidade não é mais considerada uma doença?

Atualmente, a população transgênero corresponde a 1% da população mundial. De acordo com a sociedade médica, diversos estudos têm comprovado que há uma “base biológica” para a questão transgênero, constituída de fatores hormonais e genéticos.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) também entende a questão como sendo algo de ordem genética. “Em muitos casos, é uma reflexão que surge desde a primeira infância. Há influências de ordem genética, mas precisamos de mais estudos para entender em que momento do desenvolvimento isso se apresenta”, explicam.

Um ponto levantado pelos especialistas diz respeito ao fato de até pouco tempo, a transexualidade ser considerada uma doença. “Doença é algo que debilita o corpo e o afeta negativamente, e incongruência de gênero não é isso”, pontuam. Dessa forma, é necessário que esta condição, ainda que não seja uma patologia, esteja no guia, pois demanda serviços de saúde, como cirurgias, tratamento hormonal e apoio psicológico.

Visão científica atual reflete as mudanças em relação a transexualidade

Há pouco mais de 10 anos, os transgêneros não são mais considerados pessoas doentes e a OMS começou neste período a reavaliação da classificação analisando, principalmente, a literatura científica bem como consultaram profissionais e pessoas interessadas em cada especialidade.

Dessa forma, chegou-se a conclusão que a transexualidade não é uma questão médica, mas uma questão pessoal. Nesse sentido, a necessidade de um diagnóstico é imprescindível, pois segundo os especialistas, se não for assim a questão pode ser considerada mera questão estética, o que não é o caso.

O benefício para esta mudança ser oficial é que isso muda o alvo dos cuidados de saúde, que agora tem como foco o sofrimento gerado pela condição. Isso porque, inicialmente, é necessário um acompanhamento que deverá ser feito para adaptar o gênero biológico ao desejado ou percebido pelo indivíduo, e este é um processo longo e que precisa ser acompanhado por uma equipe capacitada.

Nós, das equipes Cirurgia Transex Curitiba e Facial Center Trans, queremos, como cirurgiões plásticos prestando atendimento a transgêneros, é proporcionar melhoria da qualidade de vida e auto-identificação positiva para os pacientes, ajudando a proporcionar uma vida social plena e engajada.

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