Após a mamoplastia masculinizadora (também conhecida como mastectomia masculinizadora), alguns pacientes podem optar por deixar a região mais volumosa e com aspecto mais masculino. Devido ao fato de a região peitoral demorar muito tempo para ganhar uma definição com atividades físicas, o aumento peitoral com prótese de silicone é uma excelente opção para os homens trans.

Além disso, um dos pontos que precisam ser corrigidos são as depressões que podem fica após a cirurgia de mamoplastia masculinizadora, principalmente em indivíduos magros. Isso acontece porque a mama possui uma base, ou seja, a glândula mamária não é algo cilíndrico embaixo da pele. Ela apresenta algumas extensões, dentre elas as laterais, que podem deixar algum tipo de depressão na região.

Dessa forma, além da mamoplastia masculinizadora mas é recomendado a colocação de implantes de peitoral masculino, preenchido com um silicone mais coeso e que é colocado abaixo do músculo para simular a hipertrofia da região.

Informações Específicas

ANESTESIA

Normalmente é utilizada a anestesia local com sedação assistida. Em casos especiais, e a critério do cirurgião e anestesista, pode-se empregar anestesia geral ou peridural com sedação assistida. Há possibilidade de que a escolha seja feita pelo paciente, todavia com prévia ponderação de sua conveniência com a equipe cirúrgica e anestésica.

OPERAÇÃO

O tempo médio de duração da operação é de 90 minutos, podendo durar até 120 minutos, dependendo do caso.

POSIÇÃO E TIPO DE CICATRIZES

A colocação do implante é feita através de uma incisão de aproximadamente 4 cm em uma prega na axila. A cicatriz geralmente fica muito pouco visível após 8 meses. Em pacientes em que a mamoplastia masculinizadora foi realizada e há cicatrizes peri-areolares com cicatrizes nos sulcos inframamários, a inserção dos implantes pode ser realizada através da cicatriz já existente nos sulcos inframamários.

PERÍODO DE INTERNAÇÃO

No caso de anestesia local com sedação assistida não há necessidade de internação hospitalar. No caso de anestesia peridural ou geral, o paciente deverá ficar internado de 12 a 24 horas.

Evolução Pós-Operatória

Até ser atingido o resultado ideal, diversas fases ocorrerão e são características desse tipo de intervenção. Normalmente a operação é pouco dolorosa, sendo essas dores facilmente combatidas com analgésicos comuns. Em casos de associação com outras operações as dores podem ser mais intensas.

Os cuidados pós-operatórios dizem respeito à limitação dos movimentos dos braços, esforço físico, uso do colete apropriado e do micropore sobre as cicatrizes por tempo determinado.

TAMANHO, CONSISTÊNCIA E FORMA

Com a cirurgia, não só a região peitoral tem seu volume aumentado, como podem ser melhoradas a sua consistência e forma. O novo volume pode ser escolhido, já que se tem à escolha vários tamanhos de implantes de silicone, porém, é importante lembrar que esta escolha deve obedecer à norma de harmonia em relação não só ao tórax do paciente, mas também ao seu físico como um todo. Pode-se utilizar moldes de próteses idênticos, em forma e volume, aos implantes definitivos para se obter melhor precisão.

Portanto, de igual maneira como ocorreu com o processo de cicatrização, também o “novo tórax” vai passar por períodos evolutivos, que são os seguintes:

1º) PERÍODO IMEDIATO

Vai até o 30º dia. Nesse período a forma ainda está aquém do desejado, apesar de já apresentar um melhor aspecto; é comum a ocorrência de edema (inchaço). O tórax não fica perfeito nesse período.

2º) PERÍODO MEDIATO

Vai do 30º dia ao 3º mês. Nesse período continua a evolução para a forma definitiva, não sendo raros os casos de insensibilidade ou de hipersensibilidade da aréola. Pode ainda ocorrer edema (inchaço).

3º) PERÍODO TARDIO

Vai do 3º ao 12º mês e é o período no qual o tórax vai atingir seu aspecto definitivo, no que diz respeito à cicatriz, forma, consistência, volume e sensibilidade. Tem grande importância no resultado final a consistência prévia e a elasticidade da pele do tórax bem como o volume da prótese introduzida, já que o equilíbrio entre ambos é variável de caso a caso.

Qualquer avaliação do resultado da operação deverá ser feita após o período tardio, ou seja, após o 12º mês de pós-operatório.

PERÍODO DE RECUPERAÇÃO

É variável de pessoa para pessoa, mas, em média, gira em torno de 7 a 15 dias. A partir daí o paciente começa a ter condições para trabalhar, ainda que com restrições.

USO DE COLETE MODELADOR

O uso do colete modelador, em caso de Aumento de Peitoral, é ininterrupto, pois tem como função moldar e conter o tórax recém operado. Deverá ser usado por pelo menos 2 meses após a cirurgia.

RETIRADA DOS PONTOS

Em média do 7º ao 14º dia.

BANHO COMPLETO

Geralmente após decorridos 2 dias, porém tomando-se cuidado para não molhar o curativo e com acompanhante.

RETORNO ÀS ATIVIDADES ESPORTIVAS

Pacientes submetidos a Aumento de Peitoral podem retornar às atividades esportivas depois de decorridos 30 dias da operação, porém só estarão liberados para exercícios que utilizem os membros superiores ou músculos peitorais após 90 dias.